Convivência · Coeducar · Viçosa/MG

Protocolo Antibullying

Prevenção, acolhimento, apuração, intervenção e acompanhamento. Conheça o documento oficial que organiza como o Coeducar previne e enfrenta o bullying e o cyberbullying, e o que a sua família pode esperar da escola.

Capa do Protocolo Antibullying 2026 do Colégio Coeducar PDF · versão 2026

Apresentação

Uma escola que cuida também ensina a conviver

O Coeducar entende a educação como formação humana, em que conhecimento, autonomia, responsabilidade, cooperação e respeito caminham juntos. Inclusão, comunicação e relações socioafetivas fazem parte da vida escolar.

“A escola é um espaço coletivo, no qual as diferenças devem ser respeitadas para vivermos em harmonia.”

O protocolo traduz esses valores em procedimentos claros. Ele não substitui o Regimento Escolar: organiza o caminho de prevenção, identificação, registro, apuração, intervenção e acompanhamento, e deixa esse caminho transparente para toda a comunidade escolar.

Alunas do Colégio Coeducar sorrindo juntas

Definições

Nomear corretamente para agir melhor

Nem todo conflito é bullying. A escola acolhe, observa e apura antes de concluir.

Conflito

Divergência ou choque de interesses entre pessoas em posições mais equilibradas. Pede mediação ou orientação.

Brincadeira

Precisa ser respeitosa e consentida. Quando humilha, exclui, ameaça ou causa sofrimento, deixa de ser aceitável.

Violência

Agressão física, psicológica, verbal, moral ou de outra natureza. Exige intervenção e registro conforme a situação.

Bullying

Intimidação sistemática, com intencionalidade, repetição e desequilíbrio de poder, conforme a legislação.

A Lei nº 13.185/2015 define bullying como violência física ou psicológica, intencional e repetitiva, praticada por indivíduo ou grupo contra uma ou mais pessoas, em relação de desequilíbrio de poder. O cyberbullying é a mesma intimidação sistemática feita por redes sociais, aplicativos, jogos on-line e outros ambientes digitais.

Como a escola age

Do cuidado diário ao acompanhamento

O protocolo organiza a atuação em etapas, sempre com proteção, escuta e cuidado para não expor ninguém.

Prevenção

Campanhas, rodas de conversa, debates, projetos e atividades socioemocionais ao longo do ano.

Identificação

O caso pode chegar pelo próprio estudante, pela família, pela equipe, por colegas ou pelo ambiente digital.

Registro

Data, local, envolvidos, relato objetivo dos fatos, providências iniciais e encaminhamentos.

Apuração

Escuta individual dos envolvidos, testemunhas quando necessário, observação e análise antes de concluir.

Intervenção

Orientação, ações educativas, comunicação com as famílias e, quando cabíveis, as medidas do Regimento.

Acompanhamento

A escola verifica se as medidas funcionaram e revê estratégias até a convivência voltar a ser segura.

Princípios norteadores

A forma de agir também educa

A resposta da escola precisa ser firme, proporcional, responsável e cuidadosa. O Coeducar não reduz a educação à punição: combina acolhimento e proteção com responsabilização, e a medida disciplinar, quando cabível, vem acompanhada de reflexão sobre a convivência.

ProteçãoEscutaApuraçãoConfidencialidadeProporcionalidadeResponsabilização
“Não se trata de escolher entre educar e responsabilizar. A responsabilidade também é parte da educação.”
Estudantes do Colégio Coeducar em frente ao painel #SouCoeducar

Identificação

Sinais de atenção

Um sinal não confirma bullying. Um conjunto de sinais pede escuta e investigação.

MudançasIsolamento, irritabilidade, choro, medo, resistência em ir à escola ou mudanças marcantes de comportamento.
Vida escolarQueda inesperada no rendimento, faltas, dificuldade de participação ou perda de interesse.
ConvivênciaApelidos, humilhações, exclusão, ameaças, agressões ou conflitos recorrentes.
PertencesPerda ou dano recorrente de materiais e objetos pessoais.

Escola e família

Ninguém enfrenta isso sozinho

Escola, estudante e família precisam atuar de maneira articulada.

O que a família pode esperar da escola

  • Acolhimento. O relato é recebido com seriedade e atenção.
  • Apuração. A escola busca compreender a situação antes de concluir sobre os fatos.
  • Comunicação. Os responsáveis podem ser informados e convocados conforme a natureza do caso.
  • Providências. São adotadas as medidas pedagógicas e disciplinares cabíveis.
  • Acompanhamento. Quando necessário, há contato posterior para verificar a evolução.

O que a escola espera das famílias

  • Dialogar com o filho. Ouvir sem induzir respostas e acolher sentimentos.
  • Procurar a escola. Comunicar preocupações e informações relevantes.
  • Participar. Comparecer às reuniões e colaborar com os encaminhamentos.
  • Evitar confrontos. Não abordar diretamente outros estudantes ou famílias para resolver a situação.
  • Orientar no digital. Conversar sobre exposição, mensagens, grupos, imagens e uso responsável das redes.
No ambiente digital

Preserve mensagens, imagens e links, sem apagar de imediato o que pode ajudar a entender o ocorrido, e comunique a escola quando a situação estiver afetando o estudante ou a convivência escolar.

Base normativa

O que diz a legislação

Lei nº 13.185/2015Institui o Programa de Combate à Intimidação Sistemática (Bullying).
Lei nº 13.663/2018Inclui na LDB medidas de conscientização, prevenção e combate à violência e de cultura de paz.
Lei nº 14.811/2024Medidas de proteção contra a violência nas escolas; tipifica bullying e cyberbullying no Código Penal.
LDB, Lei nº 9.394/1996Art. 12, IX e X: conscientização, prevenção e combate à violência e promoção da cultura de paz.

Leia também no blog: Bullying na escola: como identificar e o que fazer.

Perguntas frequentes

Dúvidas sobre o protocolo

Sim. O Protocolo Antibullying 2026 é o documento oficial do Colégio Coeducar, em Viçosa/MG, que organiza a prevenção, a identificação, o registro, a apuração, a intervenção e o acompanhamento de situações de bullying e cyberbullying. Ele pode ser baixado em PDF nesta página.

Não. Um episódio isolado ou um conflito entre estudantes não é automaticamente bullying. Bullying é a intimidação sistemática, com intencionalidade, repetição e desequilíbrio de poder. A escola acolhe, observa e apura antes de concluir.

Converse com ele sem induzir respostas, acolha os sentimentos e procure a escola para comunicar o que está acontecendo. Evite abordar diretamente outros estudantes ou famílias. A equipe pedagógica faz a escuta, a apuração e define as providências.

Sim, quando a situação digital envolve estudantes da comunidade escolar e afeta a segurança, o bem-estar ou a convivência. Preserve mensagens, imagens e links, sem apagá-los de imediato, porque podem ajudar na apuração.

Não. O protocolo organiza os procedimentos e deve ser lido em conjunto com o Regimento Escolar e os demais documentos do Coeducar. As medidas disciplinares, quando cabíveis, seguem o Regimento.

Uma escola segura não é uma escola sem conflitos. É uma escola que sabe acolher, intervir e aprender com eles.

Baixar o protocolo